terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Postar ou não postar, eis a questão.







Há aqueles que "moram na filosofia", e daí se indagam: "Postar ou não postar, eis a questão". Quem foi que disse que no mundo moderno as pessoas não filosofam mais? Filosofam sim, mas de forma diferente. Hoje por exemplo, se diz: "Postar é preciso, viver não é preciso". E por aí vai. Sempre transformando as grandes "questões" da humanidade e adequando-as aos dias de hoje. "Só sei que nada postei". "Nada se cria, nada se perde, tudo se posta". Conversando com alguns amigos que também têm blog eu percebo que temos algo em comum. As vezes temos aquele texto pronto, e bate a dúvida, postar ou não postar. Outras vezes, escrevemos algo de pronto, e quando estamos prestes a clicar em "publicar postagem" bate aquela dúvida novamente. O pensamento que vem a cabeça é o de que será o que as pessoas vão pensar ao ler o que escrevemos. Vão achar ridículo, vão achar sem graça, vão achar engraçado, interessante. E nós mesmos nos questionamos, será que eu tenho algo a dizer que realmente interesse a alguém. Será se postar algo servirá para alguma coisa, terá alguma utilidade. Bem, parto do princípio de que postar é melhor do que não postar. E resolvo que essa será a premissa básica do meu blog. Sempre que possível publicarei alguma coisa, nem que seja algo muito singelo ou simplista. Ontem assiti a uma reportagem no "Jornal Hoje" na TV. Falava justamente sobre os blogs, que viraram uma mania no mundo. Hoje já são em torno de 70Milhões de blogueiros. Há pessoas que ficam famosas, ou recordistas em visitas. Como é o caso de um artista plástico carioca que teve seu blog visitado por 200 Mil pessoas em vários países. Há outros blogs que batem recordes em não serem visitados, como é o caso do meu. Mas por algum motivo resolvi escrever um texto metalingüístico, ou seja, um texto para explicar o texto em si mesmo. Porque eu acho que, quando não se tem nada para falar, essa é a maneira mais fácil de se criar um texto, dizer da própria criação do texto. Claro que se corre o risco de ficar andando em círculos, sem sair do lugar. Na gíria: "viajar na maionese" ou "viajar grandão". Mas como me disse um professor, Danilo Borges, uma vez: "Tem coisas que são muito sutis , que o liame entre uma e outra passa despercebido se não nos atermos a essência e aos detalhes da questão". Ele falou algo nesse sentido, porém com outras palavras. Bem, não quero dizer que meu texto tem sutilezas que não podem ser compreendidas pelas pessoas. Mas isso só o leitor vai poder me falar. Afinal, o texto depois de escrito é como um filho, cria vida própria. Ao ler essa última frase eu me lembrei da orientação de vários professores de redação: "cuidado com os chavões". Realmente, eles são perigosos. Mesmo assim vou mantê-la neste meu texto DESPRETENSIOSO. Ponto final.

1 comentários:

Zéder disse...

hahahahah

muito bom!

Valeu Adrianão!!

vou colocar seu blog entre meus links e você sai desse dilema kk

grande abraço!